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Evento promoveu integração entre universidade, manifestações artísticas e população

 Arte, música, gastronomia, artesanato e integração marcaram os dois dias da 3ª edição do Festival Guarulhos de Todos Nós. Realizado em um ambiente acolhedor e familiar, o evento recebeu, aproximadamente, cinco mil pessoas. Ele proporcionou ao público momentos de lazer e conexão com a diversidade cultural e as tradições da cidade.
Estudantes, artistas e visitantes de diferentes regiões do município participaram desse encontro, que reforça a importância do acesso democrático à cultura. O reitor da UNG, Yuri Neiman, destacou a relevância do evento para a valorização da diversidade cultural.
“O Festival Guarulhos de Todos Nós não é apenas uma programação cultural. Ele simboliza o encontro de diferentes expressões artísticas, tradições, histórias e pessoas que ajudam a construir a identidade da cidade. Para a UNG, é uma felicidade receber um evento capaz de promover a pluralidade, o respeito a diversidade e, ao mesmo tempo, fortalecer o pertencimento da população às suas raízes”, informou Neiman.
Nos dois dias de evento, passaram pelo Palco Guarulhos a Orquestra de Violeiros Coração da Viola, apresentação de dança Afokê Omo Oyá, Felix Manriik, banda Meia de Seda, Ani Belle & Vini, banda Motel Vertical, Raul e Ademir Viola, Nando Sampaio e Matheus, Vera Bianca, Jhon Turner, Quarteto Raiz, banda Counter Time, Roots Sepultura Tributo e Namata Reggae Roots, levando uma variedade de estilos musicais ao público.
Já o Palco Artes, instalado no saguão do Prédio F da UNG, destacou a cultura popular brasileira com apresentações de dança da companhia de balé Sensus Grupo de Dança e a Khalila Aymellek, com a dança do ventre. Também participaram Folia de Reis Estrela D’Alva, Folia de Reis Anjos da Anunciação, Associação Herança Cultural Capoeira, A.D.C.C. Raízes da Arte Negra, Toré Wassu-Cocal – Dança Indígena, Aldeia Multiétnica Filhos Desta Terra, Jair Alcatrão e grupo de Dança Aziz. O espaço ainda contou com a feira de artesanato e recebeu o Desfile 60+, que celebrou a autoestima e a maturidade dessa fase.
No terceiro espaço, o Palco Terra ofereceu exposições de Roberto Farias, Ivone Gonçalves, Movimento Cultural e Literário (MCLME) e Exposição Cultura Viva, que estimularam a reflexão e o aprendizado, ampliando a experiência dos visitantes e reforçando a proposta do Festival de promover a cultura em suas mais variadas expressões. Enquanto no Palco Ladeira, no saguão do Prédio D da UNG, aconteceu a batalha de MC do coletivo Pico Hip-Hop. O evento também contou com uma ampla praça de alimentação, com opções de pratos típicos da culinária brasileira, lanches, doces e bebidas.
Para o curador do Festival, o articulador cultural Paulinho Trewasae, o diferencial do evento foi a integração entre diferentes linguagens artísticas e seus representantes. “Temos o costume de falar sobre a importância de descentralizar a cultura pela cidade. Mas na UNG, universo do saber, acontece o contrário: os diferentes estilos musicais e as manifestações artísticas se encontram no mesmo espaço para fortalecer e dar luz a esses trabalhos. Isso é uma experiência única. Tivemos apresentações de balé, capoeira, teatro, mostra de cinema e uma variada programação. O mais importante foi perceber essa integração entre as culturas populares. Os artistas aproveitaram para fazer networking com outros e abriram o leque para promover sua cultura”, comentou.
A 3ª edição do Festival Guarulhos de Todos Nós deixou um saldo positivo para quem participou e prestigiou o evento. A estudante Beatriz Melo esteve presente no segundo dia e ressaltou a relevância da iniciativa para a comunidade. “É muito importante promover eventos como este tanto para os alunos quanto para a população. Precisamos de oportunidades assim para conhecer mais a variedade cultural da cidade”. 
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