Evento deste ano homenageou escritores locais e profissionais que se dedicam ao universo dos livros

A 4ª edição do Festival Literário da UNG (FliUNG) foi um encontro que promoveu muitas conexões e debates entre os diferentes profissionais da literatura e o público leitor. Além de acrescentar novas histórias às páginas do Festival, o evento reconheceu escritores guarulhenses, profissionais do livro, agentes culturais, coletivos literários e editoras que contribuem para o desenvolvimento do segmento literário com a Menção Honrosa “Sociedade, Paz e Educação 2026”. A cerimônia aconteceu no Anfiteatro C da Instituição de Ensino Superior (IES), logo após a programação do FIiUNG.
A homenageada do Festival neste ano foi a escritora Isabel Borazanian, um dos nomes mais estimados da literatura guarulhense. Isabel também é artista plástica e possui uma relação afetiva com a UNG. “Na década de 70 eu fiz peças de teatro e manifestações poéticas neste espaço. E voltar aqui, novamente sendo homenageada é algo muito interessante”. A escritora comentou como o movimento literário na cidade começou e continua forte, com pessoas que acreditam r na arte como força transformadora. “Então o mundo não está perdido”. Isabel ainda agradeceu a honraria com um poema singelo sobre os sonhos como força de transformação.
O coordenador dos cursos de Comunicação Social e organizador do festival, Alex Francisco, ressaltou que a Menção Honrosa vem valorizar e celebrar os escritores e profissionais que se dedicam aos livros e à área da educação. “Agradeço a todos os escritores, editores, profissionais do livro, agentes literários, aos líderes dos grupos literários, às cidades que apareceram por aqui nesta edição. Foi uma honra receber vocês e em especial celebrar as conexões feitas nesta instituição”, comentou.
Durante o evento, também foram evidenciadas parcerias e debates relevantes, como o encontro entre a Biblioteca Mário de Andrade e a Biblioteca Monteiro Lobato de Guarulhos, com Plínio Martins, reforçando papel da universidade como espaço para discutir políticas públicas que ampliem o acesso à literatura e à formação de leitores.
Medalha 55 anos UNG: reconhecimento a instituições e personalidades que constroem a literatura
A cerimônia ainda condecorou instituições e personalidades com a medalha 55 anos UNG. A honraria reconhece a atuação de quem presta relevantes serviços às áreas como educação, cultura e literatura. Foram homenageados a Biblioteca Monteiro Lobato, com 85 anos de história na cidade; e a Academia Guarulhense de Letras (AGL). A segunda maior biblioteca de São Paulo, centenária Biblioteca Mário de Andrade; a editora municipal Niterói Livros, como convidada; e o editor e idealizador da festa do livro da USP, Plínio Martins Filho também receberam a distinção da universidade.
Com mais de cinco décadas de atuação no mercado editorial, Martins Filho destacou a importância desse reconhecimento. “Recebo essa medalha com profunda gratidão. Entendo esse gesto não apenas dirigido à minha trajetória pessoal, mas à valorização do ofício, muitas vezes silencioso e essencial para difusão do conhecimento”, informou.
A diretora da biblioteca Mário de Andrade, Luiza Thesin, ressaltou o caráter coletivo da homenagem. “Ser reconhecida por uma universidade de outra cidade me faz acreditar que estamos realizando um bom trabalho ao longo destes anos. Esta homenagem, na verdade, é do nosso corpo técnico e de colaboradores que são muito comprometidos com essa missão de atuar diariamente em uma biblioteca pública e centenária”.
Assim como Thesin, a chefe de divisão técnica da biblioteca Monteiro Lobato, Luciana Morais de Paula também reconhece a atuação dos colaboradores em gerenciar e preservar a instituição, com 85 anos na cidade e convidou seus companheiros de trabalho para receberem a homenagem junto com ela. “Ficamos muito felizes com este reconhecimento e com a parceria com a Universidade Guarulhos. E quem faz esse trabalho da biblioteca não morrer são os bibliotecários, e nada é mais justo do que eles receberem essa homenagem”, finalizou.





